O sonho e a Paulinha
Por que organizar algo que vai me deixar com tanta saudade?
Por que fazer todos os malabarismos financeiros do mundo para ter minha filhota longe de mim por 1 mês?
Justo agora, numa fase em que estamos tão, tão companheiras...
Porque não é sobre mim, né? Porque a maternidade é esse desafio enorme que faz a gente querer viver ao máximo tudo com os filhotes, mas precisando lembrar do senso comum mais que sensato: a gente cria filhos para o mundo, não pra gente.
Por mim a Paulinha (e o Lu também, claro) ficaria grudadinha aqui em mim nesse mês de janeiro tão cheio de emoções, mas eu sei muito bem o que é viver uma experiência longe de casa, em outro país e o quanto isso te modifica profundamente. Foi a coragem da minha mãe que me fez largar a estabilidade de trabalho e namoro para desbravar a Espanha e... o resto todo mundo já sabe.
Pronto, esse é a resposta do meu choro, ontem quando abracei a Paulinha era uma despedida da filha que eu conhecia, sabendo que quando ela voltar, vai ser uma Pauli nova, com seu jeitinho, mas que com certeza trará experiências que vai carregar para a vida toda. E que vão marcá-la profundamente.
Filha, desejo que você vive cada dia no Canadá como se fosse um novo dia para viver o que nunca aconteceu antes. Que você carregue quem é, mas que se permita ser diferente, que se abra para o novo, que desbrave, que estranhe, que conheça, que viva, viva muito.
Mamãe estará aqui sempre torcendo por você e te esperando de braços abertos e olhos... bem, daquele jeitinho que você sabe.
Te amo.

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