Fazer e ser poesia

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Livros indicados, a set on Flickr.
Ontem e hoje tivemos aulas sobre a poesia infantil com o título: "O que há de novo no ensino da poesia para crianças", com a professora Cecilia Bajour, que eu não conhecia. Tenho que comentar que inicialmente teríamos este seminário com a professora Ani Siro, uma profissional maravilhosa e que eu estava bastante ansiosa por ouvir... e que finalmente não pôde comparecer nestas semanas presenciais. Assim, a verdade é que uma parte minha sentia muito não ter a professora Siro e por isso não tinha tido muito tempo de pensar nas expectativas com a professora Bajour...

Como esta Maestría me proporciona surpresas e mais surpresas, uma atrás da outra...

Simplesmente vivenciei (novamente) dois dias de discussões e trocas que de tão boas, davam vontade de serem bem guardadinhas dentro de uma mala que pudesse viajar de um lado para o outro, compartilhando com cada chegada as maravilhas do seu conteúdo.

Pouco a pouco Cecilia Bajour, argentina, que escreve na revista Emilia e também em uma revista bem interessante que conhecemos, a Imaginaria, foi nos mostrando poemas e poetas, elementos e objetos, olhares e abordagens que permitiam não só pensar naquilo que poderia constituir-se como uma contribuição para o trabalho de poesia para crianças, como também em ver alguém que consegue trazer a poesia para qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer espaço.

Durante a aula, algo que mexeu muito comigo, e que eu de alguma forma já tinha vivenciado na primeira jornada da maestría em fevereiro, foi passar todos os dois dias pensando em uma professora especial... Daquela vez a Délia Lerner me lembrou da querida Andrea Luize, dessa vez a especial Bajour me fez pensar uma e outra vez na querida Bárbara.

A Bárbara é uma professora e uma amiga. É alguém que eu conheci antes de ver pessoalmente, pois nossa amiga em comum Cris já falava desta amizade com um enorme brilho nos olhos. Aos poucos fomos nos aproximando e este ano tenho o privilégio de ser sua parceira na equipe do 2º ano. Como comentei com a Cecilia Bajour, a Bárbara não só trabalha poesia, ela é poesia. E acho que foi isso o que me encantou nas aulas e que me fez pensar nela... conforme eu via a Cecilia materializar a poesia da aula em aula, eu via e relembrava das muitas formas poéticas da Bárbara em suas aulas. E isso é lindo. É lindo ver o caminho de alguém, saber do brilho de cada um, de relacionar o poético com algo tão simples como a amizade e a parceria profissional que vai se construindo nestes espaços que a vida de uma professora permite.

Bem, fã da Bárbara eu já era. Agora, sou também fã da Cecília Bajour. E fã de todo mundo que consegue, com palavras, com caneta, com papel, com imagem, com voz, com vida, transformar a vida em uma grande, enorme poesia.

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