O ciúmes e o orgulho
Hoje senti vontade de falar de ciúmes e de orgulho.
Sou uma pessoa extremamente ciumenta (e a pessoa a quem este post se dedica até diria "ah vá?!?") e que por isso já passou e fez os outros passarem por poucas e boas por isso. Sou tão ciumenta com as pessoas que amo, mesmo, que é difícil aceitar quando elas precisam fazer algo que significará estar longe de mim, com outras pessoas, porque no meu ciúme eu só vejo que queria ter tudo só para mim. Calma gente, claro que fui aprendendo a me controlar, e tirando o maridão, hoje em dia já não sou assim possessiva com as pessoas e já tenho conseguido lidar com este meu sentimento. Mas hoje esta foto aí de cima, retirada de uma matéria da Revista Veja SP me fez pensar em tudo isso, em algo profundo que aconteceu e que hoje consigo ver com outros olhos.
Essa super mulher que está aí agachada, a que está com um capacete azul perto do joelho é a minha (olha a possessiva na área) Dedé, minha amiga querida, alguém que já foi unha e carne comigo, uma pessoa muito especial para mim e que está aí porque teve a cara e a coragem de ir atrás de um sonho, aquele que todo mundo devia ter, o de se fazer o que se tem vontade, quando se tem vontade, do jeito que se tem vontade, doa a quem doer.
Quando ela começou com esta história de Roller Derby eu incentivei, claro, mas fui me incomodando muito com aquilo e não sabia bem a razão. Hoje em dia acredito que foi meu sexto sentido, aquele que sempre aparece, aquele que me dizia: "olha só ciumenta, prepare-se, a Dedé vai ter que dedicar-se a outra coisa onde não vai caber tanto assim você...".
Não posso mentir e dizer que foi fácil. É duro ver alguém que sabe todos os seus segredos, que acompanhou todas as suas histórias, que sabe todos os seus gostos, que esteve do seu lado em viagens memoráveis, acompanhando festas, ressacas, conversas, angústias, que foi capaz de fazer um bolo de cenoura e mandar para outro continente só porque sua gravidez assim o pedia, seguindo um rumo bem diferente do seu. Conforme o Roller Derby foi entrando na vida da Dedé foi ficando mais difícil eu conseguir estar na vida dela também. É só ler a reportagem: são os treinos, o comprometimento, enfim, tanta coisa... e eu tive momentos de sofrer, sofrer muito, de ficar brava, de me resignar pensando: uma hora ela vai desistir.
E não é que eu estava errada? Ela seguiu em frente, ajudou a fundar uma nova liga, continua firme e forte e sobretudo, para mim, ela hoje é mais feliz. Lembro de um de nossos encontros em que chorei e chorei de saudade, depois, sem que ela visse, e falei para o Miguel que estava chorando porque via que ela estava muito feliz sem mim. Era a ciumera 100% mesmo... Mas depois daquele choro parei de sofrer e comecei a admirar, admirar e admirar mais e mais, fui ver o filme sobre o Roller Derby, acompanhei on line o jogo dela na copa do mundo, li e vi tudo o que saiu dela e do esporte por aí e hoje, apesar de estarmos muito mais distantes do que sempre fomos, me orgulho, e muito, dessa ruivinha querida, que já fez tanto por mim e por tanta gente e que hoje faz muito por ela mesma, que ela bem que merece.
Dedé, fico muito emocionada de ver você aí, maravilhosa, autêntica, você mesmo, divulgando essa sua paixão por aí, para que todos conheçam. Eu, você sabe, estou aqui. Te amo muito, mesmo, sinto muito orgulho, mesmo, de tudo o que você lutou e luta para seguir esse seu caminho. Mesmo de longe estou aí, te acompanhando, te seguindo. Porque você sabe né? Darling, i love you.
Ps: Bem, agora que você está na mídia já viu né? Nem sempre o que a gente fala é o que eles colocam... você já viu essa sua amiga sofrer muito por isso, não deixe de divulgar, mas... cuidado com esse pessoal!!!!!!

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Comentarios
Assino embaixo seu texto e digo mais... ainda que ela não tivesse feito metade do que fez pelo esporte das rodinhas ainda seria nossa pequena notável! bjo
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