A caixa de carros do Luismi
Meu pequeno grande filho, meu, nosso Luis Miguel, completou 3 anos no último dia 8 de junho de 2011. Foi uma semana esquisita, cheia de chuvas estranhas, de luzes acabando por muitas horas e de total loucura quanto às rotinas de uns e outros por aí... para completar, nosso pequerrucho ficou doente e as coisas ficaram ainda mais fora de qualquer ordem. Mas nunca é tarde para escrever sobre ele aqui nesse meu blog às vezes meio esquecido.
Algo que talvez eu nunca tenha falado muito aqui é a paixão do Luismi por carros. Eu, que sempre fui super contra a imagem de brinquedos “de menina” e brinquedos “de menino”, que já fiz até pesquisa e trabalho na faculdade falando sobre a indução institucional para que eles e elas brinquem com bolas e bonecas, respectivamente, acabei pagando com a língua com esse meu caçula.
Desde que nasceu o Luismi é louco por carros. Tudo bem, pode parecer exagero dizer desde que nasceu, mas realmente desde que começou a querer pegar coisas, começou a querer pegar as rodinhas dos carrinhos de boneca da Paulinha, do carrinho dele de passear, qualquer coisa que girasse era o que lhe mobilizava. Os carros são sua paixão. Tudo o que ele precisa para se divertir é um bom carrinho com rodas que girem bem (ai delas se não girarem) e um espaço onde andar com eles... a parede da sala da minha mãe é uma grande pista onde ele fica horas e horas indo com os carros para lá e para cá.
Por isso o Luismi já ganhou muitos carros, de todos os jeitos e de todas as cores e assim, talvez, aquela caixa de carros que ele ganhou nesse último aniversário pudesse até parecer apenas mais um conjunto do brinquedo favorito do meu filho, mas foi um dos presentes mais lindos e mais importantes que ele já ganhou e até ganhará na vida. Meu Luismi foi honrado com uma caixa de carrinhos que eram do nosso querido e amado Luba.
Na hora em que soube de quem eram aqueles carrinhos, não pude falar muito mais para a Maria Alice, mãe dele, porque sabia que se começasse, ia desabar. Quando o Luba se foi desse mundo eu nem de longe sonhava em ter meus filhos, ainda nem conhecia meu Migui e no entanto, a dor que eu, minha família sentimos, até hoje é fresca, fresquinha, cheia de aperto no coração e muita, muita saudade. O Nanan nunca se recuperou daquela perda, eu bem sei disso, mas aprendeu com os anos a lidar com a falta do melhor amigo... ele olhou muito para aquela caixa e conseguiu também apenas sorrir e ficar pensando e pensando sobre o amor do sobrinho pelos carros, e talvez como eu, nas linhas do destino, que uniram um Luis, o Antonio, com o nosso Luis, o Miguel...
Meu Luismi um dia saberá dessa história e tenho certeza que se sentirá muito orgulhoso de terem considerado que ele era merecedor de um presente que dinheiro nenhum no mundo poderia comprar.
Obrigada Fernando e Maria Alice...
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