O meu dia das mães...



Meu dia das mães começou comigo exercendo de forma profunda o bom e velho olfato de mãe. A Paulinha veio xamegar comigo na cama e quando comecei a dar um cafuné nela, percebi algo esquisito naquela cabecinha que conheço tão bem. Na hora fui olhar e achei uma ferida muito esquisita, que eu não tinha visto antes, mesmo sendo a cabelereira oficial da minha pituca nos quesitos trancinhas e maria chiquinhas... Foi olhar o machucadinho na cabeça e pensar: vou ter que ir ao hospital. Eu sabia que aquilo estava fora do tipo de machucadinho dela. Resultado: passei a manhã no hospital com minha pituquinha.

Foi cansativo, mas necessário. Era mesmo uma picada que virou machucado pela alergia da Paulinha às picadas de mosquitos e que no coça coça infeccionou. Caso eu não a tivesse levado, a infecção com o pus poderia ter se espalhado sei lá Deus para onde. No fim a Paulinha teve que tomar uma injeção de penicilina, para parar rapidamente a infecção. Ela chorou muito, mesmo, e eu aguentei firme meu coração, pensando que ainda bem que a tal da intuição materna existe mesmo.

Tenho muitas amigas em estado de boa esperança e sei o quanto esse momento de espera trás muitas dúvidas... a maior delas é mesmo: será que vou saber ser mãe? E fico lembrando que eu tive essas e tantas outras dúvidas, e que a vida me mostrou que realmente ser mãe tem um algo de inexplicável mesmo, desde o começo, quando a gente consegue que uma vida cresça dentro da gente, até esses momentos de saber quando um machucadinho é algo mais, sem precisar perguntar a ninguém mais.

Hoje, dia das mães, trabalhei "de" mãe como nunca, mas o dia acabou, os pitucos dormem tranquilos há um bom tempo e fico apenas pensando que o melhor presente de um dia das mães é você saber que é mãe e que desde o último dia das mães do ano passado, viveu coisas muito maravilhosas e que no ano que vem, vai ter vivido outras tantas mais. Porque a vida não é só a penicilina não viu gente?

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