Miruna, Miguel, Paulinha e...
E finalmente chegou o dia do meu 2º ultrassom.
Aqui na Espanha o serviço público de saúde só faz 1 por trimestre, assim que invejando muito minhas amigas queridas que podem ver várias vezes os seus bebês na barriga, eu tinha que aguentar, esperar e ainda por cima torcer para que no de hoje meu baby estivesse bem colocado. Confesso que vivi com bastante nervosismo e ansiedade estes dias, muito mais do que na primeira gravidez... talvez por já ter minha Paulinha aqui, talvez pelos muitos palpites de todos, talvez por medo de reconhecer a tão famosa intuição de mãe.
Pois bem, chegamos ao médico e nosso bebê estava sentado, como que de frente para a barriga, com as perninhas abertas... parecia que estava olhando prá gente e dizendo: "Ei, vcs não queriam saber o que sou?". O médico silenciosamente foi mexendo a maquininha, a gente ia vendo coisas com olhos um pouco mais experientes depois de já ter visto alguns tantos ultrassons, mas sem conseguir a grande resposta à nossa pergunta. Eu nao conseguia falar nada e como sempre, foi o Migui quem se arriscou: "Dá para ver o que é?" E o médico tao tranquilamente: "Ah, claro, é...".
Choramos muito. Eu por saber que de novo, como foi com a Paula, que eu soube que viria antes de estar grávida, ao ler o livro que lhe dá o nome na praia brava de Ubatuba, desta vez eu também já sabia há muito tempo o que era. Em outubro de 2006, super grávida da Paulinha, em uma noite de lavar a alma, na noite em que soubemos que meu pai tinha conseguido ser eleito deputado federal, espantando tantos medos e tantos fantasmas, eu tive uma visao, e naquela noite pensei e soube qual seria meu próximo bebê.
Depois, me acompanha nesta jornada de intuiçoes e sensoes, como nao poderia deixar de ser, a maravilhosa Isabel Allende. Ela, com sua "alma clarividente" já nos contava em seu livro "Paula" que sempre soube o sexo dos netos, que nao necessitava nenhuma confirmaçao. E acertou com os três. E tal qual uma Isabel Allende nipo-tupiniquim, com minha mãe aconteceu a mesma coisa. Ela sempre soube que meu primeiro bebê era a Paulinha, e desde que soube que eu estava grávida, me disse com aquela voz que só as mães tem quando sabem uma verdade inquestionável: "Mimi, você vai ter um menino."
Tive dúvidas, achei que era simplesmente esta vontade dela de que eu tivesse também a menina e o menino como ela teve, mas a sua determinaçao não falhou por um minuto sequer, sonhou, pensou e nao teve dúvida alguma. Agora escrevo este e-mail e ela ainda nao sabe que, claro, acertou. Está longe, com sua exposiçao de quadros, mas eu a sinto mais perto do que nunca, porque ver como uma Rioquinha passou de ser uma hippie que não acreditava em nada além do concreto a ser uma mãe com tão apurada intuição, nao deixa de ser emocionantes e especial.
Sim meus amigos, amigas, família, eu e Miguel estamos esperando um menino. Um menino que vem com força, com fome, com energia, vem em meio a uma gravidez tranquila, sem tantos enjôos nem medos. Um menino que aí estava, olhando prá gente, mostrando "suas partes íntimas" prá acabar com todas nossas dúvidas. E um menino que com todo nosso orgulho e alegria, vai se chamar Luís.
Sim, sim, Luís. O nome que eu senti naquele dia de 2006 quando tive a visão, um nome especial, que aparece aqui e ali, entre pessoas especiais, que admiro, entre pessoas que estão conosco e também entre alguns que se foram mas que os sinto mais perto que nunca. Vem nosso Luís, prá preencher esta nossa família, prá Paulinha cuidar e brincar, prá coroar ainda mais este meu grande sonho de amor que me trouxe para longe de vocês, mas prá muito, muito perto, da maior felicidade que uma mulher pode sentir.
Obrigada por lerem minhas palavras... obrigada por tudo...
Mamãe da Paulinha e do Luís.
Aqui na Espanha o serviço público de saúde só faz 1 por trimestre, assim que invejando muito minhas amigas queridas que podem ver várias vezes os seus bebês na barriga, eu tinha que aguentar, esperar e ainda por cima torcer para que no de hoje meu baby estivesse bem colocado. Confesso que vivi com bastante nervosismo e ansiedade estes dias, muito mais do que na primeira gravidez... talvez por já ter minha Paulinha aqui, talvez pelos muitos palpites de todos, talvez por medo de reconhecer a tão famosa intuição de mãe.
Pois bem, chegamos ao médico e nosso bebê estava sentado, como que de frente para a barriga, com as perninhas abertas... parecia que estava olhando prá gente e dizendo: "Ei, vcs não queriam saber o que sou?". O médico silenciosamente foi mexendo a maquininha, a gente ia vendo coisas com olhos um pouco mais experientes depois de já ter visto alguns tantos ultrassons, mas sem conseguir a grande resposta à nossa pergunta. Eu nao conseguia falar nada e como sempre, foi o Migui quem se arriscou: "Dá para ver o que é?" E o médico tao tranquilamente: "Ah, claro, é...".
Choramos muito. Eu por saber que de novo, como foi com a Paula, que eu soube que viria antes de estar grávida, ao ler o livro que lhe dá o nome na praia brava de Ubatuba, desta vez eu também já sabia há muito tempo o que era. Em outubro de 2006, super grávida da Paulinha, em uma noite de lavar a alma, na noite em que soubemos que meu pai tinha conseguido ser eleito deputado federal, espantando tantos medos e tantos fantasmas, eu tive uma visao, e naquela noite pensei e soube qual seria meu próximo bebê.
Depois, me acompanha nesta jornada de intuiçoes e sensoes, como nao poderia deixar de ser, a maravilhosa Isabel Allende. Ela, com sua "alma clarividente" já nos contava em seu livro "Paula" que sempre soube o sexo dos netos, que nao necessitava nenhuma confirmaçao. E acertou com os três. E tal qual uma Isabel Allende nipo-tupiniquim, com minha mãe aconteceu a mesma coisa. Ela sempre soube que meu primeiro bebê era a Paulinha, e desde que soube que eu estava grávida, me disse com aquela voz que só as mães tem quando sabem uma verdade inquestionável: "Mimi, você vai ter um menino."
Tive dúvidas, achei que era simplesmente esta vontade dela de que eu tivesse também a menina e o menino como ela teve, mas a sua determinaçao não falhou por um minuto sequer, sonhou, pensou e nao teve dúvida alguma. Agora escrevo este e-mail e ela ainda nao sabe que, claro, acertou. Está longe, com sua exposiçao de quadros, mas eu a sinto mais perto do que nunca, porque ver como uma Rioquinha passou de ser uma hippie que não acreditava em nada além do concreto a ser uma mãe com tão apurada intuição, nao deixa de ser emocionantes e especial.
Sim meus amigos, amigas, família, eu e Miguel estamos esperando um menino. Um menino que vem com força, com fome, com energia, vem em meio a uma gravidez tranquila, sem tantos enjôos nem medos. Um menino que aí estava, olhando prá gente, mostrando "suas partes íntimas" prá acabar com todas nossas dúvidas. E um menino que com todo nosso orgulho e alegria, vai se chamar Luís.
Sim, sim, Luís. O nome que eu senti naquele dia de 2006 quando tive a visão, um nome especial, que aparece aqui e ali, entre pessoas especiais, que admiro, entre pessoas que estão conosco e também entre alguns que se foram mas que os sinto mais perto que nunca. Vem nosso Luís, prá preencher esta nossa família, prá Paulinha cuidar e brincar, prá coroar ainda mais este meu grande sonho de amor que me trouxe para longe de vocês, mas prá muito, muito perto, da maior felicidade que uma mulher pode sentir.
Obrigada por lerem minhas palavras... obrigada por tudo...
Mamãe da Paulinha e do Luís.
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Comentarios
quanta alegriaa!
te amo!
Mas me diga: vai ser puramente Luis, ou algo meio Maria do Bairro tipo.. Luis Fernando?
adorei a notícia
sorte pra vcs... até o nascimento, mas principalmente depois
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