Carta aberta à família Kayano

Minha querida família Kayano,
Sei que vocês gostam mesmo é de uma risada e de uma galhofa, mas hoje o que vou fazer é algo bem ao meu estilo: uma carta brega e cheia de sentimentalismo. Sim, porque nao existe uma forma engraçada ou moderna de dizer que amo muito vocês, que sinto muita falta de tê-los ao meu lado e que ultimamente esta saudade tem doido ainda mais.
Este domingo será o já famoso e tradicional amigo-secreto da família e parece que meu coraçao sente a dor de nao poder estar fisicamente neste evento. Meu presente já está no Brasil, mas o que eu mais queria era poder estar lá, rindo com as primas, gritando no meio da bagunça que, bem, vamos tentar entregar os presentes de um jeito diferente e no final fazer tudo como sempre, me empanturrar de peru, farofa da Tia Yuko e sashimi (porque sushi sempre vem com wasabi...) e rir, dar muita, muita risada, enquanto alguns, como meu pai, sem dar por vencido, pede: "Calma, pessoal!", sem ter qualquer efeito no nível de decibéis da festa.
Nestes últimos meses sofri muito e apesar de todo apoio do Miguel, do amor da Paula, deste bebê que cresce dentro de mim, me senti muito sozinha; junto a isso tudo, senti muito nao poder conhecer o Iago, nao estar no casamento da Isa e saber que nao estarei no casamento da Júlia e no do Uirá. Quando se está longe o maior medo é que se acostumem com a ausência da gente... e o pior é nao estar em momentos grandiosos e importantes... nestes últimos tempos aconteceram coisas difíceis, senti muita falta de estar entre os meus, que me amam e vao me amar incondicionalmente, sem que eu tenha que me explicar, sem medo a que nao me compreendam, e pensei muito em vocês, na minha família Kayano.
Apesar do sofrimento, pensar em todos me deu força porque sentia que, mesmo morando longe, sou parte de algo maior, verdadeiro, único, com valores que acredito, defendo e respeito, onde sei que sempre terei meu lugar, assim como o Miguel a a minha Paulinha. Sei que na minha família o Migui nunca teria que travar a luta que muitas vezes tenho que vencer aqui na Espanha. E que mesmo longe, sou parte desta grande confusao organizada que é a nossa família.
Muito obrigada, família Kayano, por tudo que fizeram, fazem e farao por mim direta e indiretamente. Amo vocês de coraçao e mesmo longe, nao deixo de sentir uma alegria imensa e um orgulho maior que tudo, de ser parte desta festa, sem data para acabar.
Muitos beijos... Mimi

Comentarios

Anónimo ha dicho que…
Mi, que lindo está o seu blog! Fazia tempo que eu não acessava. Como sempre seus textos são tocantes e parece que estou vendo você aqui do meu lado falando tudo isso...fica bem hein? Nada de tristeza. Estamos longe, mas estamos pertinho! Sempre querendo saber novidades! beijos beijos, Mari
evaodocaminhao ha dicho que…
pelo jeito vc continua dando um jeitinho de estar perto de todos
Anónimo ha dicho que…
Querida Mimis...

suas cartas "sentimentalóides" são sempre muito boas... nos fazem rir e pensar o quão abençoados somos por fazer parte da grande "kayanada bagunça" !!!
Não fique com medo pois você, Paulinha e Miguel NUNCA serão esquecidos.

B-jos saudosos da família Kayano Morais (plus) Grabois do Joca, (plus) Silva do Edinho...rs
Anónimo ha dicho que…
mimi,é bom pq vc nunca sente pudor de escancarar o tal do "sentimentalismo" q são montanhas de sentimentos,de afeto,de ternura,de amor às pessoas.Você nunca vai ser esquecida nem excluida pq sabe se fazer presente em todos os acontecimentos.Assim vai ser amanhã no encontro da Kayanada q já tem mais de 40 anos...Beijos mamiferos
Unknown ha dicho que…
Ei Mimi, pra mim a sua família é nipo-cearense-africana, mas parece italiana, porque fala e ri alto... é uma alegria gostosa de ver.

Só que em vez de ravioli, é sushi.

Amo você,

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