A loja dos sonhos
Quando eu era pequena pensava que Brasília fosse uma grande loja de brinquedos. Toda vez que meu pai voltava dessa tal Brasília me trazia alguma coisa especial, nao um grande presente, mas uma lembrancinha; minha mae nao gostava muito disso, mas era a forma que ele encontrava para compensar o tempo que passava longe de mim e do Nanan, trabalhando e lutando pelos seus ideais.
Um dia finalmente fomos para Brasília e eu fiquei muito surpresa ao ver como era mais do que aquele lugar onde meu pai comprava pequenas coisinhas que eu guardava como grandes tesouros... com o tempo fui crescendo, e, óbvio, entendia o que era Brasília, e comecei a sentir que aquele lugar tao estranho e tao organizado nao me atraía muito, era a cidade que "roubava" meu pai durante tanto tempo, a cidade onde ele estava quando eu queria que estivesse comigo, do meu lado.
Já tive muita raiva, muita mesmo de Brasília, todas as vezes que ia para lá achava tudo aquilo tao estranho, feio, frio, aqueles edifícios como o congresso e o senado que podem ser interessantes por fora mas que por dentro ninguém sabe se é dia ou noite, aqueles corredores cheios de deputados simpáticos mas outros tantos intragáveis, o tal salao verde cheio de jornalistas... urgh! Ainda bem que neste meio tempo conheci a minha irma, a Suzy foi morar lá e Brasília foi ganhando contornos mais familiares, sentimentais e acolhedores, mas aquela sensaçao de um lugar esquisito poucas vezes me abandonou.
Ano passado compreendi que a vida nos ensina a valorizar aquilo que um dia tivemos, principalmente mostrando a dor causada quando deixamos de ter isso que um dia pareceu tao normal. Porque meu pai nao foi mais para Brasília, estava sempre em casa e eu, bom, em parte me senti feliz, mas em grande parte me senti infeliz, porque compreendi o que significava ele nao ir mais para lá... Engraçado, uma vida querendo distância de Brasília para que depois sonhasse com a volta do meu pai à antiga "loja dos sonhos".
Brasília, que era onde meu pai estava quando deveria estar em Sao Paulo na minha formatura da 4ª série, em reunioes de pais e aniversários de amigos, meus e do Nanan, esta nossa "inimiga" inconsciente, de um momento ao outro (bem nao tao simples assim, mas enfim), passou a ser nossa luta, nosso objetivo maior, nosso sonho, meu e da minha família, a volta do meu pai para lá, para esta Brasília das contradiçoes.
A partir de ano que vem Brasília volta a fazer parte de nossas vidas de novo, volta a ser rotina semanal da minha casa, volta a ser o destino do meu pai. Sinto uma alegria tao grande escrevendo estas palavras que tenho até medo de começar a chorar feito uma criança pequena... porque com muita, muita dificuldade, vencemos esta batalha. Meu pai voltará a ser deputado federal e tenho certeza que, como político, voltará a ser feliz. Vai lutar até o fim para resgatar a sua luta, sua história e sua imagem e ainda por cima vai se encontrar com o irmao querido todas as semanas, sim, porque agora Brasília vai levar nao só meu pai, mas meu amado Tio Guima também!
Fico aqui, quietinha, com minha Paulinha que anda se mexendo tanto dentro de mim, cultivando esta sensaçao tao boa que tenho dentro de mim, esta gratidao aos quase 99 mil eleitores que resolveram continuar confiando no meu Papai tao querido, tao amado.
Hoje, depois de ontem, somos, eu, Miguel, Paulinha e tantos mais, muito mais felizes.
Um dia finalmente fomos para Brasília e eu fiquei muito surpresa ao ver como era mais do que aquele lugar onde meu pai comprava pequenas coisinhas que eu guardava como grandes tesouros... com o tempo fui crescendo, e, óbvio, entendia o que era Brasília, e comecei a sentir que aquele lugar tao estranho e tao organizado nao me atraía muito, era a cidade que "roubava" meu pai durante tanto tempo, a cidade onde ele estava quando eu queria que estivesse comigo, do meu lado.
Já tive muita raiva, muita mesmo de Brasília, todas as vezes que ia para lá achava tudo aquilo tao estranho, feio, frio, aqueles edifícios como o congresso e o senado que podem ser interessantes por fora mas que por dentro ninguém sabe se é dia ou noite, aqueles corredores cheios de deputados simpáticos mas outros tantos intragáveis, o tal salao verde cheio de jornalistas... urgh! Ainda bem que neste meio tempo conheci a minha irma, a Suzy foi morar lá e Brasília foi ganhando contornos mais familiares, sentimentais e acolhedores, mas aquela sensaçao de um lugar esquisito poucas vezes me abandonou.
Ano passado compreendi que a vida nos ensina a valorizar aquilo que um dia tivemos, principalmente mostrando a dor causada quando deixamos de ter isso que um dia pareceu tao normal. Porque meu pai nao foi mais para Brasília, estava sempre em casa e eu, bom, em parte me senti feliz, mas em grande parte me senti infeliz, porque compreendi o que significava ele nao ir mais para lá... Engraçado, uma vida querendo distância de Brasília para que depois sonhasse com a volta do meu pai à antiga "loja dos sonhos".
Brasília, que era onde meu pai estava quando deveria estar em Sao Paulo na minha formatura da 4ª série, em reunioes de pais e aniversários de amigos, meus e do Nanan, esta nossa "inimiga" inconsciente, de um momento ao outro (bem nao tao simples assim, mas enfim), passou a ser nossa luta, nosso objetivo maior, nosso sonho, meu e da minha família, a volta do meu pai para lá, para esta Brasília das contradiçoes.
A partir de ano que vem Brasília volta a fazer parte de nossas vidas de novo, volta a ser rotina semanal da minha casa, volta a ser o destino do meu pai. Sinto uma alegria tao grande escrevendo estas palavras que tenho até medo de começar a chorar feito uma criança pequena... porque com muita, muita dificuldade, vencemos esta batalha. Meu pai voltará a ser deputado federal e tenho certeza que, como político, voltará a ser feliz. Vai lutar até o fim para resgatar a sua luta, sua história e sua imagem e ainda por cima vai se encontrar com o irmao querido todas as semanas, sim, porque agora Brasília vai levar nao só meu pai, mas meu amado Tio Guima também!
Fico aqui, quietinha, com minha Paulinha que anda se mexendo tanto dentro de mim, cultivando esta sensaçao tao boa que tenho dentro de mim, esta gratidao aos quase 99 mil eleitores que resolveram continuar confiando no meu Papai tao querido, tao amado.
Hoje, depois de ontem, somos, eu, Miguel, Paulinha e tantos mais, muito mais felizes.
.jpeg)

Comentarios
tinha certeza!!
btw, LINDo seu texto. aliás, tudo que vc escreve sobre a família genoino é lindo...
beijos!
Publicar un comentario